sábado, 21 de fevereiro de 2015

DESACERTOS

Eu ando desacertada
Já quase nem sei o que digo
eu apenas sinto embora calada

Eu já tive pressa de viver
já tive pressa de morrer
e morri até se alguém deseja saber

Hoje vivo acelerada
embora as vezes a cena também esteja
como dizem alguns congelada

Interessante, eu não presto para fazer rima
e mesmo assim ela aparece
sem pedir licença meio enregelada

Hoje me atrapalho com as palavras
e nada falo mesmo quando sei exatamente
o que deveria ser dito

Hoje estou desacertada
Sei bem o que quero
mas tropeço no que sinto
e por isso acabo sem fala
com um medo terrível de ser descoberta
mas sabendo que isto será um alivio.

2 comentários:

Robroy disse...

Gostei, digamos que ando meio desacertada, entre silêncios e soluços, perdida sem rimas, dias ou noites... e seus poemas vão sempre de encontro às minhas emoções, passadas, presentes e quem sabe futuras. Sinitrooo.... rsrs Beijos!

Adriane dias bueno disse...

Querida Robroy, que prazer em te receber aqui mais uma vez.
É muito bom também saber que te identificas com o que escrevo.
Abraços